domingo, 6 de janeiro de 2013

Estupro e pena de morte: O que a Igreja diz?



Quero iniciar este artigo com o trecho de um poema do poeta sírio Nizar Qabbany: “Oferecemos as rosas às nossas amantes e serramos o pescoço de nossas irmãs com uma serra. [...] Nós, os homens, somos o resumo do egoísmo, da paixão de possuir e do feudalismo. Nós somos a mentira que anda sobre dois pés e a ambição sem escrúpulos que anda sobre quatro”. Acredito que temos nessas poucas palavras um resumo das características de uma cultura onde a mulher não passa de um objeto que pode ser possuído, desfrutado, destruído e desprezado a qualquer hora e a qualquer momento.
Confesso que uma das coisas que me deixa indignado e com medo (na maioria das vezes) é a superabundância de frieza entre os próprios seres humanos. Já cheguei a escutar tal frase, por exemplo: “O que interessa o estupro dessa moça indiana? Algo que foi do outro lado do mundo?” RETARDADO! Por acaso esta violência não acontece em nosso país? Em nossa cidade? Em nosso bairro? Até mesmo em nossa rua?  O caso da indiana que foi estuprada por seis homens é de comover qualquer um, seja homem ou mulher. Uma vida que foi sufocada por ‘pessoas’ que nasceram de uma mulher. Será que esses homens teriam a coragem de estuprar suas irmãs e mães? É só olhar para o poema acima e encontramos a resposta. Apesar de ser da cultura local o machismo, o ato de observar a mulher como um objeto, uma propriedade, quero refletir e esclarecer justamente sobre este problema que é o tema do nosso artigo: Estupro e Pena de morte: O que a Igreja diz?
Primeiramente, vamos entender e perceber o que diz o CIC (Catecismo da Igreja Católica) no verbete estupro. No nº 2356 diz que “o estupro designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade. O estupro lesa profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade, à integridade física e moral. Provoca um dano grave que pode marcar a vítima por TODA A VIDA.” Em um estupro, além da penetração a força na vítima, sempre se segue com outros atos violentos como socos e pontapés. Mas, no caso da indiana foi pior, ter uma barra de metal introduzida em sua vagina perfurando os órgãos internos e trazendo-os para fora do seu corpo. Para quem sente o peso de um ato macabro desse, pode obter a sensação de revolta, ódio; e querer pagar do mesmo modo a esses seres. Cometer justiça com as próprias mãos não é a melhor saída, e sim, deixar que a justiça civil, utilizando a virtude da justiça, faça com que esses seres sofram as consequências dos seus atos premeditados.
Segundo notícias, o povo pede para que seja dado aos seis, pena de morte. Mas, a Igreja? O que ela diz sobre a pena de morte? No CIC encontramos a solução para essa questão. No nº 2267 diz que “se os meios incruentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana”.
Devemos lembrar que diante de fatos concretos e utilizando a virtude da prudência é possível salvar futuras vidas. Quem garante que estes seres não farão isso com outras mulheres? Sejam elas familiares ou não? É só fazer uma pesquisa e olhar como era a relação de Jesus com as mulheres. Uma relação de amor, carinho, atenção, confiança, olhava nos olhos delas e via uma pessoa/humana, não um objeto. Jesus foi um homem que desafiou uma cultura machista para mostrar que é necessário reler o que está em nossa volta, reler as leis, as normas, os mandamentos. O que era desprezado, agora é trazido para o centro.
Além de Jesus quero ressaltar o santo Gregório de Nazianzo que diz: “Por que tratam a mulher com dureza, enquanto permitem tudo ao homem? A mulher que comete um ato de adultério, a lei a castiga com severidade, enquanto o homem que engana a própria mulher não recebe nenhum castigo. Eu não aceito essa Lei e não admito esses costumes. Os que fizeram a Lei são homens (machos). Por isso, ditam as suas Leis contra a mulher.” Este santo do século IV depois de Cristo, mostra aqui, seguindo os ensinamentos de Cristo a ter uma visão diferente sobre as leis que desprezam as mulheres e ter a coragem de ir ‘contra’ a sociedade que faz de tudo para viver presos no passado.
O estupro dessa moça é um entre milhões de estupros que acontecem em nosso mundo, estupro contra mulheres e crianças que não podem se defender. Estupros que acontecem nos terrenos baldios dos bairros das cidades ou até mesmo dentro das próprias casas de pai ou padrasto para filhos (as). O que vale mais: Uma cultura machista que estupra e mata vidas ou a preservação da vida humana?
O padre Emile Eddé no seu livro Jesus Libertador da mulher diz que “Jesus percebeu nelas confiança, sinceridade, honestidade e grande aceitação. [...] O pensamento da mulher possui seu centro vital no coração [...] a doçura e a delicadeza de um contrapõe à secura e à dureza do outro” (p. 62). Jesus que é o amor encarnado, mostra na prática que preconceito, rejeição, desprezo em relação a um ser humano não é algo que está em seus planos. Pessoas que fazem isso ainda não entenderam que Deus é amor.  Foi para mexer com o machismo que Deus sabiamente utilizou uma mulher, um ser que não era ouvido pelos homens, para trazer à humanidade a Salvação. Por isso que no trecho do Magnificat, oração que São Lucas colocou na boca de Maria, a Mãe de Deus encontramos uma triângulo hierárquico colocado de cabeça para baixo: “derrubou dos seus tronos os poderosos e elevou os humildes” ( Lc 1, 52). O que era desacreditado e visto como objeto, agora é crido e visto como um ser humano que tem sentimentos e sensibilidade para acolher coisas que os homens não conseguem captar. Como diz a última frase do filme A fonte das mulheres: “A divina fonte das mulheres não é água, mas, a fonte das mulheres é o amor”.

Artigo criado pelo seminarista David Angelo Oliveira Rocha, aluno do 4º ano de Teologia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição em Aracaju-SE.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Decapitando o direito de ser cristão



Bem meus caros leitores, ao receber recentemente este vídeo gravado na PUC em São Paulo (http://www.youtube.com/watch?v=rhxZupJ08Z8) , decidi escrever este breve artigo convidando os senhores (as) a refletirem comigo sobre alguns problemas que surgem neste vídeo, tipo: antes de ser cristão é um ser humano, portanto, a dignidade humana foi esquecida; o ato de ferir o código do direito civil, porque, seja ateu  ou cristão é um cidadão com direitos civis iguais; o conceito de democracia desconhecida, já que o objetivo da peça é tratar sobre democracia;  a tal ‘liberdade de expressão’ relativizada ou confundida como humilhar crenças, imagens de pessoas simbolizadas por bonecos, etc. O rebaixamento mental: Do humano para animal. Esses entre tantos outros pontos são os que nortearão nossa reflexão.
         Não sou nenhum especialista em história do teatro, mas, podemos perceber que desde o período anterior a Jesus Cristo, esta arte sempre buscou meios para manifestar seus sentimentos, pensamentos e o modo como enxergava a sociedade. Portanto, o marco forte das peças teatrais ficou conhecida como Tragédia Grega. Na Grécia Antiga as peças buscavam tratar sobre o que as pessoas passavam na sociedade por não terem ‘voz’. Os artistas faziam aquilo por aqueles que eram escravizados, pobres, a ‘massa de manobra’ dos poderosos, expressava através de dramas a vida deste povo.
A partir do século I d.C. houve um bombardeio literário e porque não teatral, Jesus Cristo e seus seguidores eram interpretados por artistas que usavam máscaras (em grego: hypocrités) para brincar de forma humorística em relação a um ser que não foi tão bem visto pelos romanos. Devemos lembrar que a morte de Jesus Cristo teve também uma ‘pitada’ política e não apenas religiosa, isso, porque os poderosos da época não conseguiram entender o sentido do termo Reino de Deus, quando Jesus dizia ser Filho do Rei, era interpretado no sentido político-social e não espiritual.
         A perseguição ao cristianismo não é de agora, cada época encontra seu modo próprio de demonstrar sua não aceitação em relação aos cristãos, seja através de palavras, músicas, artes, etc. O teatro deve ser visto como um meio de levantar reflexões inteligentes, humanas, e não instintivas. Não vamos cair também no radicalismo dos Calvinistas (século XVI), onde eles proibiam seus seguidores a assistirem peças teatrais, porque acreditavam que teatro é algo de Satanás. Uma das ‘armas’ utilizadas por Satã, segundo os calvinistas, é a manipulação da mente. Uma peça teatral é a manifestação de uma fantasia, sendo assim, fantasia é algo de Satanás, logo, não merece atenção. Não quero cair nesse radicalismo, porque o verdadeiro cristão deve lembrar que está no mundo com tudo que existe: vida e morte, coisas boas e ruins. Não é fechando os olhos para a realidade que se é cristão, mas, assim como nossos santos mártires, homens iguais a nós, não ficar calados com o que vemos na sociedade.
         Mas, o problema nesse vídeo é a falta de consciência em relação ao local onde estão matriculados: PUC. É uma universidade criada e sustentada pela Igreja Católica, ridicularizar a imagem da Igreja é ‘cuspir no prato que come’, porque é graças a ela (Igreja) que estes que hoje cospem e zombam na cara dela, teêm a possibilidade de fazer aquilo que “amam”: a arte chamada teatro.
         Além desses jovens universitários demonstrarem nestes oito minutos de vídeo um trecho da peça que é a favor da democracia, acredito que o conceito desta palavra não foi tão bem entendida por eles. Na democracia eu tenho a possibilidade de falar, expressar com convicção o meu direito, desde que não fira o do outro. Mas, aqui não temos uma DEMOCRACIA, mas, uma ANARQUIA. A anarquia defende que não existe leis, poderes civis, porque tudo é de todos e todos é de qualquer um. Provavelmente, como não sabem o conceito de democracia é bem provável que não conheçam seus direitos civis. O vídeo pode servir como prova  para um processo da ridicularização de uma pessoa-humana que ganha um nome: Papa Bento XVI.  De acordo com artigo III no inciso IV diz que deve “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas outras de discriminação”. Mais adiante no artigo 208 vamos encontrar o seguinte sobre o termo religiosidade: “...impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso...”, é algo totalmente contra o direito de escolha de sua crença. Eu posso não concordar com sua crença, mas eu tenho o total direito de respeitar, acreditar e manifestar a crença que escolhi, ou seja, eu tenho o total direito de ser cristão.
         É de deixar qualquer pessoa triste com o que vimos, não apenas pela “agressividade” manifestada em relação aos símbolos, mas, em relação ao conteúdo destes universitários. Jovens que jugam o futuro do seu país, que defendem com unhas e dentes serem maduros para serem independentes, mas, as suas ações demonstram o contrário, acreditam entenderem de política, mas, a mentalidade infantil persiste e faz com que as palavras sejam o contrário do que foi pensado.
          Esses jovens fazem jus a aqueles dois termos que o padre Tomás Rodriguéz utiliza no seu livro A direção espiritual que são: eu-animal e eu-social. O eu-animal está ligado ao momento que a pessoa-humana deixa ser guiada pelo instinto. O princípio do prazer é o que rege esse ideal. O desejo de satisfação a si mesmo por fazer algo acaba caindo em um outro ponto: irresponsabilidade. Enquanto o eu-animal trata sobre a irresponsabilidade (não liga aos sentimentos dos outros, faço aquilo porque me deu vontade) e prazer, o eu-social é marcado pelo desejo de aparecer, seria como se dissesse a si mesmo: EU PRECISO SER VISTO POR TODOS, nem que eu passe o papel de ridículo. Com o desejo de ser aplaudido, enaltecido, louvado pelas pessoas, nesse eu faço o que for preciso para atrair todos os olhares sobre mim. Aqui nesse vídeo é o que podemos enxergar: o instinto animalesco em busca de satisfazer seu prazer, uma forte irresponsabilidade e a ânsia de ser ressaltado pelas pessoas. Também, não é a toa que o vídeo foi postado na categoria animal.
         Concluindo, não vou aqui pedir para Deus castigá-los, ou que Deus de uma grande punição a eles, ou que todos vão para o inferno quando morrer. Aqueles cristãos que defendem essa visão não entenderam que Deus é Pai, um Ser amoroso e misericordioso. Em 1Jo 4, 8 diz que “quem não ama não conheceu a Deus, já que Deus é amor”, apoiar castigo, punição, é uma visão cristã deturpada, é reavivar a interpretação do homem no Antigo Testamento em que Deus é opressor, castigador, ou seja, “se você fez tudo direitinho na vida ganhará o céu, caso contrário, ganhará o inferno”. Além de enxergar Deus como funcionário, Ele deve fazer aquilo que eu que sou justo quero. Deus não age dessa forma, a lógica Dele é diferente da nossa, o que nos resta é tomar a mesma atitude de São Paulo, por onde ele passava pedia para intercederem por ele, porque sabia que rezar com fé pelos outros é um dever cristão. Estes jovens erraram, mas, ainda estão no processo de aprendizagem, até porque, conversão é durante toda vida, ninguém nasce cristão, faz-se cristão.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Oi genteeeeee

Tudo bem meu povo lindo?? Hoje eu resolvi trazer 2 dicas de musicas muito boas; são elas: "Arde Outra Vez" e " Casa do Pai", ambas de Thalles Roberto. Vou contar  o motivo da escolha dessas musicas... além da sonoridade muito boa e das letras fantásticas, sábado eu comprei por acaso um DVD dele e essas duas musicas mais que chamaram a minha atenção; então resolvi compartilhar com vocês, espero que gostem.
                                         
                                                                            Beijos da Fátima Souza.


          





           

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Oi gente!




Tudo bem com vocês? De hoje à exatamente um ano acontecerá a Jornada Mundial da Juventude, mais conhecida entre nós como JMJ, que acontecerá no Rio de Janeiro e terá como lema:"Ide e fazei novos discípulos entre todas as nações "(Mt 28,19 ). Esse evento reunirá jovens dos 4 cantos do mundo que juntos com o Papa terão uma experiencia de um Deus vivo e uma Igreja jovem.

Tudo começou no ano de 1984, onde mais de 300 mil jovens de todo o mundo responderam ao convite do Papa João Pulo II para o "Jubileu Internacional da Juventude" que foi no Domingo de Ramos; durante esse evento, o Papa entregou ao mundo uma Cruz que se tornou uns dos símbolos das JMJs. Em 1985, as Nações Unidas declararam o"Ano Internacional da Juventude" e por esse motivo ficou decidido que haveria outro encontro em Roma entre o Papa e a Juventude. Esse encontro contou com a presença de mais de 250 mil jovens no Domingo de Ramos; depois de uma semana do encontro, o Papa anunciou que as Jornadas Mundiais da Juventude passariam a serem realizadas periodicamente, nascendo assim a JMJ.


A primeira Jornada foi celebrada oficialmente no Domingo de Ramos de 1986, em Roma; a partir de 1987, as Jornadas passaram a ser realizadas a cada dois ou três anos em um pais diferente. Em 1987, 1 milhão de pessoas se reuniram em Buenos Aires, após Buenos Aires 1987, houve Santiago de Compostela 1989,Czestochowa 1991, Denver 1993, Manila 1995, Paris 1997,Vaticano 2000, Toronto 2002 (que foi a ultima JMJ com a presença fisica do Beato João Paulo II), Colônia 2005 ( Primeira JMJ com o Papa Bento XVI), Sydney 2008 e a mais recente que foi Madri 2011. Por causa da copa que será em 2014, a JMJ no Brasil será em 2013.
Os símbolos da Jornada são a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora que passa por algumas cidades dos país-sede da próxima Jornada como uma forma de preparação para o grande evento; no caso do Brasil, a Cruz e o Ícone irá visitar também algumas cidades da América do Sul como Assunção no Paraguai. A Jornada Mundial da Juventude mostra para as pessoas que a Igreja é jovem!
Espero que alguns de vocês caro leitores possam ter o privilegio de ir para esse grande evento! Me disperso de vocês com um dos hinos que virou um clássico das JMJs.
Beijos da Fátima.

      

terça-feira, 17 de julho de 2012

Jovem sim, criança não!


Jovem sim, criança não!

(Parte 1)



            Olá meus caros jovens, esta breve reflexão sobre o valor da fase que você está vivendo será fundamentada no livro do Novo Testamento chamado Efésios 4, 13-14. Portanto, para entender o objetivo do artigo é necessário acompanhar com a bíblia determinada citação, caso contrário, ficará “flutuando” em relação as ideias do texto. Bíblia em mãos é orientação para ter os pés no chão. Vamos lá!

            Quando alcançamos a maturidade? Quando podemos dizer que uma pessoa tem maturidade? A partir do momento que ela assume as consequências das suas ações. É quando ela tem na sua frente dois caminhos para seguir e tem que escolher um, mesmo que a incerteza bata na sua porta, deve se arriscar, porque fé é isso. Para entender melhor sobre este assunto, fé, vamos partir de um exemplo. Você já pulou de bang-jump? Independente que seja positiva ou negativa a sua resposta, vamos relembrar ou imaginar a cena, ok? Estando em uma ponte, 150 metros do chão, o vento forte sobre seu peito e interiormente um provável friozinho na barriga, pode fazer com que você tome duas decisões: 1-Desistir de pular e esquecer todo o esforço que você fez para estar ali; 2-Fechar os olhos, respirar bem fundo e........? PULAR! A segunda opção é a mais provável, você não chegou ali forçado, impulsionado pelos amigos, mas, por uma escolha sua, somente sua. Porque você, meu caro jovem, é o responsável sobre o direcionamento que sua vida deve levar.

            A fé é assim, em certas situações na vida é necessário respirar fundo, fechar os olhos e pular, ou melhor, se abandonar nos braços de Deus. Isso é algo que para algumas pessoas não passa de uma grande loucura, idiotice, burrice, “acreditar em Deus?” Assim pensam aqueles que acreditam apenas em si mesmos, tem seus corações de pedra, insensíveis ao próximo, a Deus e principalmente, a eles mesmos. Uma pessoa que é incapaz de amar a si mesmo sempre viverá na solidão. Sempre será arrogante, frustrada, terá nojo da palavra amor.

            Mas um jovem decidido, que está de bem com a vida, um jovem maduro, dificilmente os germes da maldade, arrogância, medo, falta de fé, egoísmo, tristeza, depressão, comerão e habitarão sua mente e seu coração. Por que? Porque ele sabe que na vida tem coisas, perguntas que jamais terão respostas racionais. Diga-me o que é a vida? O que a ciência pode responder sobre o que é o amor? Só um jovem que ama pode responder estes questionamentos. Estes jovens que assumem as consequências dos seus atos, demonstrarão para seus pais e a sociedade que são dignos de receber confiança diante das tarefas e situações da vida.

            Apesar,  que para os olhos de um pai e de uma mãe sempre aquele rapaz de 25 anos de idade e aquela mulher de 20 serão vistos como meras crianças, não é por maldade dos pais em relação aos seus filhos, mas, por amor. Quem ama é assim, por mais que o tempo passe dando novas formas ao corpo, para aquele que ama nunca o amado perderá seu encanto, sempre será meu(minha) pequeno(a). Mas o alerta que eu deixo aqui em relação aos pais é que eles não podem pegar o volante da vida dos seus filhos e dizer para onde deve ir e onde deve parar, mas, os pais devem ser na vida dos filhos verdadeiras placas sinalizadoras, apenas mostram o caminho, mas, não são o caminho.

            As vezes por conta de um excesso de carinho dos pais em relação aos seus filhos, pode fazer o jovem (que está vivendo uma fase momentânea não muito boa), chegar a gritar:  ̶ Não sou mais uma criança!!A vida é minha e faço dela o que EU quiser. Aqui mora o perigo. Quando o “eu” tornasse o bichinho de estimação do jovem, isso é muito ruim. O egoísta não lembra da data de aniversário dos amigos, a data de aniversário do seu namoro, não anda de mãos dadas com a namorada, não aceita conselhos, sempre vai a frente e deixa os outros para trás, é triste uma pessoa egoísta e que decide viver como se Deus não existisse. Este jovem não entendeu que “aquilo que o olho não viu, nem ouvido ouviu, nem mente humana concebeu, isso Deus preparou para os que o amam.” (1Cor 2, 9).

Nem tudo passa pelos sentidos como ensinam as faculdades, tem coisas que só a fé juntamente com a maturidade do jovem podem ajuda-lo a colocar os pés no chão. Sinceramente, só um jovem-cabeça para perceber que não é mais um na sociedade, mas, que acreditar em Deus não é fraqueza ou moda, e sim, uma decisão madura perante os olhos daqueles que não acreditam na juventude.



CONTINUA....



Artigo criado pelo seminarista David Angelo, aluno do 3° ano do curso de Teologia no Seminário Maior Nsa. Sra. da Conceição em Aracaju-SE.

             

Oi genteee

Tudo bem com vocês? Hoje eu resolvi trazer mais uma dica de musica muito boa, a musica de hoje é "Mesmo sem entender"de Thalles Roberto; essa musica mostra questionamentos que muitos de nós já fizemos a Deus. Espero que gostem.
Ass: Fátima Souza


Deus, mesmo que eu não consiga entender
E queira tudo do meu jeito
Eu até choro e as vezes até chego a dizer
Por que é que tem que ser tão difícil pra mim
Parece que é difícil só pra mim

Eu sei seus pensamentos são mais altos que os meus
O teu caminho é melhor do que o meu
Tua visão vai além do que eu vejo
O senhor sabe exatamente o que é melhor pra mim
E mesmo que eu não entenda o seu caminho, eu confio

E, Deus, porque sou tão pequenino assim
Vou ficar quetinho aqui no seu colo
Esperando o tempo certo de tudo
Porque eu sei que vais cuidar de mim
E o seu melhor está por vir
Eu sei que é o melhor pra mim

Mesmo sem entender, mesmo sem entender
Mesmo sem entender, eu confio em ti
Mesmo sem entender, eu sei que é o melhor pra mim
Mesmo sem entender

 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Novo site na Arquidiocese de Aracaju dedicado a juventude

E aí meus caros jovens, tudo em paz? Gostaria de partilhar esta notícia com vocês. Foi lançado a alguns dias um site totalmente direcionado para você que tem o espírito jovem. Com grandes novidades, agendas, vídeos, artigos, entre tantas outras coisas mais. Você não vai ficar aí parado né? Toalmente desplugado? Acesse já:





Postado pelo seminarista David Ângelo