Jovem sim, criança não!
(Parte 1)
Olá meus caros jovens, esta breve reflexão sobre o valor da
fase que você está vivendo será fundamentada no livro do Novo Testamento
chamado Efésios 4, 13-14. Portanto, para entender o objetivo do artigo é
necessário acompanhar com a bíblia determinada citação, caso contrário, ficará “flutuando”
em relação as ideias do texto. Bíblia em
mãos é orientação para ter os pés no chão. Vamos lá!
Quando alcançamos a maturidade? Quando podemos dizer que
uma pessoa tem maturidade? A partir do momento que ela assume as consequências das
suas ações. É quando ela tem na sua frente dois caminhos para seguir e tem que
escolher um, mesmo que a incerteza bata na sua porta, deve se arriscar, porque
fé é isso. Para entender melhor sobre este assunto, fé, vamos partir de um
exemplo. Você já pulou de bang-jump? Independente
que seja positiva ou negativa a sua resposta, vamos relembrar ou imaginar a
cena, ok? Estando em uma ponte, 150 metros do chão, o vento forte sobre seu
peito e interiormente um provável friozinho na barriga, pode fazer com que você
tome duas decisões: 1-Desistir de pular e esquecer todo o esforço que você fez
para estar ali; 2-Fechar os olhos, respirar bem fundo e........? PULAR! A
segunda opção é a mais provável, você não chegou ali forçado, impulsionado
pelos amigos, mas, por uma escolha sua, somente sua. Porque você, meu caro
jovem, é o responsável sobre o direcionamento que sua vida deve levar.
A fé é assim, em certas situações na vida é necessário
respirar fundo, fechar os olhos e pular, ou melhor, se abandonar nos braços de
Deus. Isso é algo que para algumas pessoas não passa de uma grande loucura,
idiotice, burrice, “acreditar em Deus?” Assim pensam aqueles que acreditam
apenas em si mesmos, tem seus corações de pedra, insensíveis ao próximo, a Deus
e principalmente, a eles mesmos. Uma pessoa que é incapaz de amar a si mesmo
sempre viverá na solidão. Sempre será arrogante, frustrada, terá nojo da
palavra amor.
Mas um jovem decidido, que está de bem com a vida, um
jovem maduro, dificilmente os germes da maldade, arrogância, medo, falta de fé,
egoísmo, tristeza, depressão, comerão e habitarão sua mente e seu coração. Por que?
Porque ele sabe que na vida tem coisas, perguntas que jamais terão respostas
racionais. Diga-me o que é a vida? O que a ciência pode responder sobre o que é
o amor? Só um jovem que ama pode responder estes questionamentos. Estes jovens
que assumem as consequências dos seus atos, demonstrarão para seus pais e a
sociedade que são dignos de receber confiança diante das tarefas e situações da
vida.
Apesar, que para
os olhos de um pai e de uma mãe sempre aquele rapaz de 25 anos de idade e
aquela mulher de 20 serão vistos como meras crianças, não é por maldade dos
pais em relação aos seus filhos, mas, por amor. Quem ama é assim, por mais que
o tempo passe dando novas formas ao corpo, para aquele que ama nunca o amado
perderá seu encanto, sempre será meu(minha) pequeno(a). Mas o alerta que eu
deixo aqui em relação aos pais é que eles não podem pegar o volante da vida dos
seus filhos e dizer para onde deve ir e onde deve parar, mas, os pais devem ser
na vida dos filhos verdadeiras placas sinalizadoras, apenas mostram o caminho,
mas, não são o caminho.
As vezes por conta de um excesso de carinho dos pais em
relação aos seus filhos, pode fazer o jovem (que está vivendo uma fase
momentânea não muito boa), chegar a gritar: ̶
Não sou mais uma criança!!A vida é minha e faço dela o
que EU quiser. Aqui mora o perigo. Quando o “eu” tornasse o bichinho de estimação do
jovem, isso é muito ruim. O egoísta não lembra da data de aniversário dos
amigos, a data de aniversário do seu namoro, não anda de mãos dadas com a
namorada, não aceita conselhos, sempre vai a frente e deixa os outros para trás,
é triste uma pessoa egoísta e que decide viver como se Deus não existisse. Este
jovem não entendeu que “aquilo que o olho
não viu, nem ouvido ouviu, nem mente humana concebeu, isso Deus preparou para
os que o amam.” (1Cor 2, 9).
Nem tudo passa
pelos sentidos como ensinam as faculdades, tem coisas que só a fé juntamente
com a maturidade do jovem podem ajuda-lo a colocar os pés no chão. Sinceramente,
só um jovem-cabeça para perceber que não é mais um na sociedade, mas, que
acreditar em Deus não é fraqueza ou moda, e sim, uma decisão madura perante os
olhos daqueles que não acreditam na juventude.
CONTINUA....
Artigo criado
pelo seminarista David Angelo, aluno do 3° ano do curso de Teologia no Seminário
Maior Nsa. Sra. da Conceição em Aracaju-SE.
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