domingo, 10 de junho de 2012

Marcha das Vadias ou Marcha das Vazias?


Marcha das Vadias ou

Marcha das Vazias?



Olá meus caros jovens, tudo na paz de Cristo? Estou trazendo uma reflexão sobre uma verdadeira bola de neve que está crescendo cada vez mais e em alta velocidade. Mas, parece que poucos estão dando valor a isto. É a passeata intitulada Marcha das Vadias que aconteceu aqui em Aracaju no dia 1 de Junho de 2012.

            Em Toronto (Canadá), um policial estava presidindo uma palestra sobre o alto índice de estupros naquela região, em meio a palestra, chegou a afirmar que o motivo destes estupros era porque algumas mulheres se vestiam iguais a vadias, portanto, se não quisessem ser estupradas, que não se vestissem com tal. Isso fez com que várias pessoas fossem as ruas utilizando o termo do policial canadense. Por conta disto, tal passeata reivindicatória ficou conhecida como “A Marcha das Vadias”. Esta Marcha que começou no Canadá chega ao Brasil – mas, como a maioria das coisas que vem do exterior ao entrar no Brasil é deturpada – fazendo uma mistura de ideologias colocando como máscara a defesa da dignidade feminina.

            O objetivo desta passeata é proporcionar a não violência das mulheres, até aqui tudo bem, mas aí se inseriu nesta passeata a defesa do aborto, a banalização do próprio corpo (chegando-se em outros Estados a andarem nuas pelas ruas), afirmando que o corpo é dela e ela é quem escolhe com quem deve ter relações sexuais, a defesa do homossexualismo, defesa do lesbianismo, tudo isso misturado. Estão percebendo o equívoco? No Canadá a passeata era contra o estupro, violência e as palavras machistas do policial. No Brasil uma mistura de ideologias.  Em outras passeatas, como no Rio de Janeiro, chegaram a dizer que o Papa Bento XVI é contra o aborto porque ele não é mulher. Vejam o perigo desta passeata! Uma coisa é defender e ir em busca dos seus direitos, outra é afrontar e apontar o dedo para pessoas rotulando-as como culpadas. Um evento que coloca crianças em meio a lésbicas, homossexuais se beijando, buscando demonstrar que o importante na vida é ser “feliz”, fazer o que lhe dá vontade, saborear o gosto do prazer. Será que esta passeata pode ser vista como um progresso ou um retardo cultural, moral e existencial?

            Mas, o forte desta passeata não foi nem tanto a defesa da dignidade humana da mulher em relação a violência em Aracaju, mas, a favor da liberdade sexual. Será que no decorrer da história, essa está sendo a primeira chamada social da mulher para os olhos da sociedade? Não. Outras mulheres marcaram a história da humanidade sem precisar andar nuas pelas ruas com cartazes dizendo: “Não é a minha roupa que vai dizer o meu caráter”. Será que as mulheres que estavam nesta passeata em Aracaju se lembram deste evento que ocorreu no século XIX? Será que elas se lembram das 120 mulheres que morreram queimadas por conta da greve realizada naquela fábrica de tecidos em Nova Iorque? Mulheres que morreram com o sonho de direitos iguais, em relação: salário, dignidade humana, melhores condições de trabalho e não preocupadas com coisas fúteis. Um sonho que custou suas vidas, mas, não foi à toa. Estas mulheres abriram as portas para a mulher do futuro. E hoje? O que algumas fazem? Simplesmente jogam fora toda a luta destas “mártires” que lutaram sem precisar mostrar seus seios, sem apoiar aborto, sem favorecer o lesbianismo, sem apoiar o homossexualismo, sem gritar que “o seu orgasmo é do tamanho do machismo”. Aqui, nesta passeata, existe uma grande confusão entre liberdade e libertinagem.

O Catecismo da Igreja Católica nos diz no número 1731 a concepção de liberdade: “A liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir, de fazer isto ou aquilo, portanto, de praticar atos deliberados. Pelo livre-arbítrio, cada qual dispõe sobre si mesmo. A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e amadurecimento na verdade e na bondade.” Também podemos recorrer a definição resumida de liberdade pelo filósofo ateu Sartre: “Liberdade com responsabilidade”, este era praticamente o axioma deste homem. É possível perceber a relação que existe entre o C.I.C. e o axioma deste filósofo, uma concepção cristã e uma concepção de um ateu, sendo assim, surge um questionamento: Será que todas as mulheres que estavam nesta passeata lutando pela sua “dignidade” estavam conscientes das consequências que iriam causar na mente das crianças e dos jovens, sobre a necessidade de acharem normais estas escolhas de sexo? Será que não passa de uma pura libertinagem? Ou seja, acreditar que liberdade é dizer tudo a todos, espancar com palavras e imagens as pessoas achando que está fazendo a coisa mais certa do mundo? Não podemos fechar os olhos para a realidade do mundo e principalmente da nossa cidade. Quiçá, qualquer dia, será considerado uma anormalidade e motivo de chacota uma pessoa assumir que é heterossexual.

O meu objetivo aqui, caros jovens, é instruir para a NÃO COMPACTUAÇÃO DESTA PASSEATA, pois “feliz do homem que não vai ao conselho dos ímpios, não para no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores” (Salmo 1, 1). Não esqueçam aquele ditado popular: “Quem com porcos se misturam, farelos comem”.

A visão fanática, sem os pés no chão, favorece a criação de coisas absurdas e pobres. Para um católico a cruz não é sinal de sofrimento, mas de vitória, pois Cristo venceu a morte. Só um  ser humano vazio, pessimista, descrente dele mesmo e dos outros para criar um slogan com uma mulher pregada em um cruz, sendo cravada com pregos que é o símbolo do sexo feminino, tendo sobre sua cabeça uma placa acusando do seu erro. Ser uma VADIA.
           O próprio desenho favorece variadas interpretações: 1) Quem faz o preconceito sobre roupas, rotulando como vadias, são as próprias mulheres? Já que no desenho ela é cravada pelos pregos simbolizados pelo sexo feminino. 2) Mas um dos objetivos da passeata não é defender a dignidade feminina contra o machismo? Então não são os homens que rotulam como vadias, mas as próprias mulheres? Estão vendo o quanto a própria passeata é contraditória em relação ao entendimento dela mesma? Isso é lutar por direitos iguais? Diz-se que luta por dignidade humana, direitos, mas, destruindo outros e afrontando com imagens e palavras a crença das pessoas. Tirando Cristo do lugar para colocar ideologias, pensamentos restritos. Só pessoas sem Deus no coração para chegarem a este ponto meus caros jovens. Este problema colocado pelo policial canadense em relação a roupa feminina é algo que já podemos notar desde o período de Jesus Cristo. Quando São Paulo pede para as mulheres usarem véu sobre suas cabeças (1Cor 11, 2-6) é para distinguirem-se das prostitutas sagradas e das lésbicas. Pois as prostitutas sagradas que habitavam nos oráculos pagãos não cobriam seus cabelos porque o cabelo da mulher era visto como algo sensual, ao contrário das lésbicas, que cortavam baixo ou até mesmo raspavam sua cabeça.
           Vejam como o modo de vestir não está baseado em uma visão piedosa ou exagero radical, mas, de dignidade, de se dar valor. Triste das mulheres que pensam que por andarem seminuas terão todos os homens aos seus pés. Grave engano. Elas podem conseguir a admiração dos homens, mas nunca os seus corações. Pois sempre serão vistas como bonecas de plásticos: frias, sem sentimentos, ótimas para brincar e depois jogar fora. Porque “a veste de um homem, seu sorriso e o seu andar revelam o que ele é” (Eclesiástico 19, 30).  

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dinâmica das diferenças



Procedimento:
O condutor da dinâmica distribui folhas de papel sulfite em branco e canetas para o grupo.
O condutor da dinâmica pede que ao dar um sinal todos desenhem o que ele pedir sem tirar a caneta do papel.
Ele pede que iniciem, dando o sinal. Pede que desenhem um rosto com olhos e nariz.
Em seguida, pede que desenhem uma boca cheia de dentes.
Continuem o desenho fazendo um pescoço e um tronco.
É importante ressaltar sempre que não se pode tirar o lápis ou caneta do papel.
Pede que todos parem de desenhar. Todos mostram seus desenhos.
O condutor da dinâmica ressalta que não há nenhum desenho igual ao outro, portanto, todos percebem a mesma situação de diversas maneiras, que somos multifacetados, porém com visões de mundo diferentes, por este motivo devemos respeitar o ponto de vista do outro.